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::: Ondas de Choque |
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::: Mais SBTOC |
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Tratamento do Calcanhar Doloroso Com Ondas de Choque (Continuação) |
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Resultados:
A melhora da dor ou desaparecimento completo da mesma, foi obtida em 15 pacientes
(16 pés), correspondendo a 88,8% do total dos casos. Apenas um paciente não teve
melhora. Nenhum deles piorou.
Os sintomas subjetivos durantes a primeira semana após a ESWT variaram. Alguns
pacientes tiveram exarbação da dor nos primeiros dias, mas a maioria experimentou
alívio da dor já imediatamente após o procedimento, e foi tolerado intensidades maiores
nas sessões seguintes.
Como efeitos colaterais observamos em um paciente edema no local de aplicação que cedeu rápida e espontaneamente.
Para a maioria dos pacientes a ESWT foi um procedimento desconfortável mas se
submeteriam novamente ao tratamento.
Apenas um dos pacientes tratados necessitou de outros tratamentos complementares
(foi paciente que não teve melhora, e que atualmente encontra-se em tratamento
reumatológico).
Foi indicado aos pacientes o uso de palmilha. Seis pacientes, de um total de quinze,
seguiram esta orientação.
Na
avaliação dos resultados, após o resultado, observamos segundo os critérios de
Rotes e Maudalex:
- muito bom: em 4 pés (23, 5%);
- bom: em 9 pés (52,9 %);
- satisfatório: em 3 pés (17,6%);
- insastisfatório: em 1 pé (7.6 %)
(ver gráfico
1) |
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Gráfico 1: Avaliação Dos Resultados Segundo Os Critérios de Roles e Maudalex

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Os gráficos 2, 3 e 4, iluatram a melhora da dor quantificada pela escala analógica da dor.
São analisados os itens no início da marcha, dor à pressão, limitação no trabalho e
esporte e sono.
Quanto a dor à marcha 14 pacientes apresentavam dor intensa (capacidade de marcha
< 100 metros). Após o tratamento todos relataram uma melhora significativa (capacidade
de marcha > 1000 metros), com exceção de um paciente que não obteve melhroa em
nenhum dos itens avaliados.
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Gráfico 2: Dor Antes Do Início Da ESWT
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Gráfico 3: Dor Após 3 Meses Da ESWT
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Gráfico 4: Dor Após 6 Meses Da ESWT
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Discussão:
O objtivo desse estudo foi avaliar a efetividade do tratamento do calcanhar doloroso com
ESWT. Alguns autores realizam a localização do ponto de aplicação com ultra-som ou
com intensificador de imagem com taxa de sucesso de 75,8 % .
Nós utilizamos como guia para aplicação da onda o ponto maior dor e obtivemos uma
taxa de 83,5 % de bons resultados.
Jakobei - L Welp et al. Realizaram um estudo comparativo na utilização de ESWT de alta
e baixa energia no tratamento do esporão de calcÂneo obtendo uma melhroa mais
acentuada e em menor tempo nos pacientes tratados com alta energia, porém o
tratamento com baixa energia foi melhor tolerado pêlos pacientes e é possível realizá-lo
sem sedação ou anestesia local.
Rompe JD et al. (1996) realizou um estudo comparativo do tratamento de calcanhar
doloroso utilizando 2 grupos de pacientes, um com baixa energia de ESWT e outro com
energia simulada, obtendo um alívio significativo da dor e função nos pacientes do
primeiro grupo e sem melhora nos pacientes tratados.
Uma condição prévia necessária para o sucesso da ESWT é uma dor circunsrita a uma
área de 5 a 7 mm de diâmetro de impedância acústica, necessária para transmissão das
ondas de choque.
A melhora da dor nos dois pacientes que só realizaram duas sessões pode indicar a
possibilidade que mesmo um número maior de sessões poderia ser o suficiente para
obter um resultado satisfatório. Outra possibilidade poderia ser a realização de uma
única sessão utilizando alta energia, porém sendo necessária a sedação do paciente.
Concluímos:
1) A ESWT é um procedimento com poder de aliviar a dor nos pacientes portadores de
calcanhar doloroso, de curta ou longa duração;
2) Apesar de ser um procedimento desconfortável é bem tolerado pelos pacientes
quando utilizada baixa energia;
3) É um tratamento que requer, equipamento especializado e sofisticado o que torna
sua utilização mais restrita;
4) É um procedimento seguro, minimamente invasivo, sem efeitos colaterias significativos;
5) Apesar da amostra utilizada ser pequena, o resultado inicial justifica a continuidade
das pesquisas neste campo.
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Gráficos:
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