como se tornar um membro da SBTOC    
cadastro médico    
adicionar o site aos seus favoritos  
::: Ondas de Choque
::: Tecnologia
 

::: Mais SBTOC
 

Release ISMST 2011  07/06/2011

Especialistas líderes mundiais recomendam o tratamento por ondas de choque para casos de não consolidação óssea de fraturas dos ossos longos (pseudoartroses / não consolidação óssea).

Por mais de 15 anos, o tratamento por ondas de choque extracorpóreas, ESWT (ESWT- extracorporeal shock wave treatment), tem sido utilizado com sucesso para os casos de não consolidação de fraturas em centros especializados em todo o mundo (Europa, Ásia, África e também nos EUA).


Após extensa pesquisa básica e ensaios clínicos conduzidos positivamente, a comissão executiva do 14 º Congresso da Sociedade Internacional de Ondas de Choque ISMST- International Society for Medical Shockwave Treatment - realizada em Junho, em Kiel, Alemanha decidiu recomendar:


O uso do tratamento por ondas de choque extracorpóreas como “primeira escolha” nos casos de não consolidação óssea (pseudoartrose) de ossos longos.

Wolfgang Schaden, Secretário Científico da ISMST: ”As ondas de choque extracorpóreas são tão eficazes quanto à cirurgia na consolidação da pseudoartrose nos ossos longos, mas como é uma intervenção não cirúrgica, não apresenta sangramentos e é menos traumática ao paciente; em última análise – economiza dinheiro para o sistema de saúde.”


Terapia por ondas de choque reduz o sofrimento e o tempo de recuperação

Aplicação da terapia por ondas de choque poupa os pacientes não só de uma cirurgia eletiva de grande porte (extensa dissecção da pseudoartrose, remoção de tecidos cicatriciais através de raspagem, bem como uso enxertos ósseos que na maioria das vezes são retirados da bacia), mas também da longa permanência no hospital e suas possíveis complicações. Além de evitar terapias caras com hormônios de crescimento ósseo.

Cerca de 10-30% dos casos após a cirurgia desenvolvem mais ou menos graves complicações. Com o tratamento por ondas de choque apenas pequenos efeitos colaterais, se ocorrerem, são observados (edema e hematomas superficiais, sem conseqüências clínicas).

O primeiro* ensaio clínico randomizado controlado (RCT), comparando o tratamento cirúrgico com a terapia por ondas de choque extracorpóreas no tratamento da pseudoartrose dos ossos longos publicado no periódico líder mundial americano Journal of Bone & Joint Surgery (JBJS) revelou:

1. A Terapia de Ondas de Choque e a cirurgia mostram praticamente o mesmo percentual de sucesso

2. A recuperação foi acelerada significativamente nos pacientes que se submeteram às Ondas de Choque.

3. As complicações foram significativamente reduzidas em pacientes que se submeteram às Ondas de Choque extracorpóreas.

O mesmo resultado foi demonstrado em um segundo estudo publicado recentemente no ** JBJS por John Furia, um cirurgião ortopédico líder nos EUA e especialista em medicina esportiva: a investigação mostrou resultados semelhantes comparando o uso da terapia por ondas de choque à cirurgia em pacientes que apresentavam a não consolidação óssea do osso quinto metatarso (fratura de Jones), a qual ocorre freqüentemente em pacientes fisicamente ativos e atletas de alto nível.

* Extracorporeal shock-wave therapy compared with surgery for hypertrophic long-bone nonunions.

A. Cacchio, L. Giordano, O. Colafarina, J. D. Rompe, E. Tavernese, F. Ioppolo, S.Flamini, G.Spacca,and V. Santilli. J Bone Joint Surg Am. 91:2589–97, Nov 2009

** Shock Wave Therapy Compared with Intramedullary Screw Fixation for Nonunion of
Proximal Fifth Metatarsal Metaphyseal-Diaphyseal Fractures

John P. Furia, Paul J. Juliano, Allison M. Wade, Wolfgang Schaden and Rainer Mittermayr
J Bone Joint Surg Am. 92:846-854. April 2010


Terapia por ondas de choque é quase livre de complicações e reduz os custos dos
sistemas de saúde (ao redor de 70%)


Desde dezembro de 1998, cerca de 3000 pacientes portadores de fraturas não consolidadas foram tratados com a terapia por ondas de choque extracorpórea no Trauma Center AUVA Meidling em Viena, Áustria, onde a ESWT é reconhecida como uma terapia de "primeira escolha" desde agosto de 2000. Aproximadamente 80% dos pacientes, que foram encaminhados de mais de 90 hospitais e clínicas de toda a Áustria, países vizinhos e, em alguns casos, até mesmo do exterior, foram completamente curados por este método não-invasivo; praticamente livre de efeitos colaterais.

Através da coleta e avaliação sistemática de dados relativos ao tratamento, foi
demonstrado que, além de efeitos colaterais insignificantes (edema e hematoma superficial, sem impacto clínico), o tratamento das pseudoartroses por ondas de choque reduz os custos para os sistemas de saúde ao redor de 70%.

Ludger Gerdesmeyer, presidente da ISMST: "É difícil entender que apenas muito poucos
pacientes que apresentam a não consolidação óssea de suas fraturas ainda não possuem a opção de tão efetivo tratamento. Por outro lado centenas de milhões de euros são
desperdiçados na Europa por negligenciar a terapia por ondas de choque."


Esta informação sobre ESWT é publicada pelos Membros da Diretoria da ISMST.

Kiel, junho de 2011
Em nome dos Membros da Diretoria da ISMST:

Dr. Vinzenz Auersperg
General Secretary of the ISMST